Descubra seu propósito

Esta série de textos aborda nossa incessante busca de um sentido para a vida. Neste texto, tentamos ajudá-lo a encontrar seu propósito de vida.

“O privilégio de uma vida é ser quem você é.” 

– Joseph Campbell

Acho que estraguei a surpresa já no começo do texto! Descobrir seu propósito nada mais é que viver sendo quem você realmente é! [ #simples_assim ]

Bem… Talvez não seja tão simples assim… Porque sermos nós mesmos pressupõe que sabemos quem somos de verdade e que não temos medo de mostrar nossa verdadeira face ao mundo. Que não nos preocupamos demasiadamente com o que os outros pensam da gente. Que aceitamos ser quem somos, e que não lutamos eternamente contra nosso verdadeiro “eu”, aquele que insistimos em esconder do mundo, por termos vergonha de não sermos aquilo que os outros esperam da gente ou medo de não sermos aceitos pela sociedade. Assumirmos quem somos de verdade não é nada fácil!

“Vixe! Agora ele vai sair do armário!” – não, não se trata disso… Sou muito bem resolvido com minhas escolhas. Mas, de certa forma, aceitar-se como se é de verdade e mostrar-se ao mundo de cara limpa é o mesmo que “sair do armário”. É um processo que envolve descobrir-se, aceitar-se, orgulhar-se de quem você é, tirar as máscaras que colocamos ao longo de nossas vidas e mostrar-se ao mundo sem retoques.

“Mas como posso saber quem realmente sou?” – Arriscaria dizer que o processo de auto-conhecimento, necessário para que encontremos uma resposta adequada para essa pergunta, passa por entender o que te faz feliz, o que você sabe fazer bem feito e como essas habilidades combinadas podem adicionar valor à sociedade e, por quê não, mudar o mundo para melhor?

“Vá aonde o seu corpo e a sua alma desejam ir. Quando você sentir que é por aí, mantenha-se firme no caminho, e não deixe ninguém desviá-lo dele.”

– Joseph Campbell

Quando me perguntam o que faço no meu trabalho, explico que sou responsável por garantir que produtos cheguem até as prateleiras dos supermercados a um preço acessível, compatível com a qualidade oferecida a você, consumidor final. Para que isso aconteça, preciso garantir que supermercados sejam abastecidos regularmente. E que o custo de transporte entre armazéns e supermercados seja competitivo. E que o custo de produção seja otimizado. E que o preço pago aos fornecedores de insumos seja justo para ambas as partes. Isso é o que faço. E o faço muito bem, obrigado!  E ao saber que estou contribuindo para que você, consumidor, possa adquirir nossos produtos, sinto-me realizado profissionalmente. Essa é minha paixão profissional, esse é meu propósito enquanto profissional.

Alguém menos apaixonado pelo que faço poderia dizer: “Ah! Você trabalha com custos!” – sim, trabalho com custos, mas enxergo meu trabalho de forma muito mais abrangente do que o rótulo “contabilidade de custos” é capaz de demonstrar.

Gosto de escrever. Expressar minhas ideias. Tentar passar adiante aquilo que aprendi. Por isso fui professor universitário por alguns anos. Por isso dedico parte substancial de meu trabalho no treinamento de equipes e atuando como mentor de alguns profissionais. Tentar ajudar aos outros, especialmente no tocante ao desenvolvimento de carreira e equilíbrio com suas vidas fora da empresa, é algo que sei fazer bem, me agrada fazê-lo e agrega valor aos outros. É parte de meu propósito de vida.

Gosto de música. Toco baixo e violão. Me divirto com isso, mas esse não é meu propósito. Não estaria agregando nada ao mundo se tentasse seguir carreira artística. Música, para mim, não é nada além de um passatempo.

Percebe? Encontrar o que te faz bem, o que você sabe fazer bem, e compreender como isso tudo pode ajudar ao outros. Se um dos três elementos não estiver presente, não podemos chamá-lo de propósito. Pode até ser um hobby, mas não um propósito de vida. Pode ser que te faça bem e você saiba fazê-lo muito bem, mas seja irrelevante ou até mesmo nocivo à sociedade! Imagine que você é um excelente atirador e sente-se bem ao executar pessoas; transformar-se em um matador de aluguel, convenhamos, não fará disso um propósito de vida lá muito nobre…

Reflita sobre essas três perguntas. Não tenha medo de parecer ridículo. Não tente guiar suas respostas por um pensamento meramente econômico – este blog, por exemplo, não me rende um único centavo, mas ainda assim é parte de meu propósito de vida! E não se preocupe demasiadamente com o que os outros pensam a seu respeito! Defina seu propósito, mostre-se ao mundo de cara limpa e seja feliz! Você verá que, mais cedo ou mais tarde, tudo isso se pagará – se não economicamente, pelo menos no tocante à sua satisfação pessoal de sentir-se vivo.

Andre L Braga é coach profissional com certificação internacional pelo Instituto Holos, embora não exerça tal função. Atua em finanças em uma multinacional de bens de consumo. Tem a certeza de que seu propósito de vida vale à pena ser vivido quando, por exemplo, uma ex-colega de trabalho escreve uma nota de agradecimento em sua timeline no Facebook, dizendo que muito do que sabe hoje sobre “ser profissional”, ela aprendeu nos anos em que trabalhamos juntos. Obrigado, Thais, por ser a grande profissional que você é, e espero um dia reafirmar os votos de matrimônio com minha esposa, aí no litoral paulista, em uma bela cerimônia organizada por você!

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