Encontrando essa tal felicidade

Esta série de textos aborda nossa incessante busca de um sentido para a vida. Neste último texto da série, fazemos um convite a você, leitor: seja feliz!

“Siga a sua alegria, e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.” 

– Joseph Campbell

Chegamos ao último desta série de textos, inspirada na obra de Joseph John Campbell. Em sua “Jornada do Herói”, Campbell defende que a humanidade sempre esteve em busca de um sentido para a vida. Que todos queremos encontrar um propósito para nossa existência. E que todas as histórias que contamos seguem exatamente a mesma narrativa do herói que se depara com um desafio gigante, enfrenta seus medos e embarca em uma odisséia recheada de batalhas mortais e que, sobrevivendo a tais batalhas, retorna às suas origens e compartilha seus feitos com a comunidade. Esse é o desenrolar das histórias que contamos. Isso faz parte de nossas histórias de vida. É aí que está o verdadeiro sentido de nossa existência.

Nessa jornada, invariavelmente nos deparamos com a figura do amor romântico. Romeu e Julieta. Tristão e Isolda. Aladin e Jasmin. Anakin e Padmé. Bella e Edward. Ana e Christian Grey. Nossa sociedade celebra o amor romântico, o sofrer por amor. Idealizamos a saga do príncipe que resgata a princesa em perigo, ou da princesa que salva o príncipe que foi transformado em sapo pela bruxa má, e nos esquecemos que o verdadeiro amor não tem nada a ver com isso. Amar não combina com sofrer.

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Você leu estes livros na sua juventude?

Interpretamos as lendas de forma equivocada, e acabamos por idealizar nossas vidas, buscando a felicidade em fatores externos, quando deveríamos buscá-la dentro de nós mesmos.

“Encontre um lugar em você onde haja alegria e a alegria vai eliminar a dor.”

– Joseph Campbell

Ninguém pode amar aos outros se não amar-se a si próprio. E ninguém é obrigado a amar alguém, ninguém é obrigado a namorar ou casar-se para ser feliz, e ninguém é obrigado a prender-se a formas tidas como convencionais de amor. Desde que aquilo que fazemos não seja encoberto por mentiras e não resulte em sofrimento aos outros, tudo é permitido, desde ficar bem estando sozinho, como tendo seu par ou um número ímpar de amores.

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Porque toda forma de amor vale a pena.

Ninguém pode encontrar um sentido na vida em conquistas materiais ou em títulos concedidos por terceiros. E ninguém pode ser feliz se depender de fatores externos para que isso aconteça. A alegria, a felicidade, o amor, estão todos contidos aí dentro de você, e para que tais sentimentos possam vir à tona, é preciso mergulhar fundo na alma e entender quem somos de verdade, o que sabemos fazer bem, o que nos dá prazer e como isso tudo pode ser útil para a sociedade. Ao desvendarmos tais elementos e mostrar-nos de forma verdadeira ao mundo, sem máscaras, sem filtros, estaremos saindo vitoriosos de nossa jornada do herói. Estaremos seguindo em frente, guiados pela bússola de nossa alegria mais sincera.

“Siga a sua alegria!”

– Joseph Campbell

Se você tiver a coragem de seguir nessa jornada de auto-conhecimento, for capaz de enfrentar seus medos, abandonar sonhos românticos acerca da vida ideal e encontrar o ponto em que o fazer bem, o gostar de fazer e o ser útil se encontram, então nesse momento, meu caro leitor, você encontrará um sentido para sua vida. E esse momento mágico será um divisor de águas entre sua vida sem sentido e sua vida plena de felicidade. E quando encontrar-se consigo mesmo nessa jornada, esteja certo que encontrará sua alegria verdadeira, e a partir desse dia, ela nunca mais irá te abandonar.

Andre L Braga é coach profissional com certificação internacional pelo Instituto Holos, embora não exerça tal função. Atua em finanças em uma multinacional de bens de consumo. Se esta série de textos tiver sido capaz de provocar questões profundas por parte de você, leitor, ela – a série de textos – terá atingido seu propósito. Porque, diferentemente de nós, seres humanos, o propósito de um texto é totalmente dependente daquilo que é capaz de provocar nas pessoas que o leem.

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