Tira a bunda da cadeira (e os olhos do Facebook)

“No passado, você era aquilo que você tinha. Agora, você é aquilo que compartilha.” – Godfried Bogaard

O Facebook é o principal canal de divulgação de meus textos. Na página do Currículo de Vida, compartilho artigos, vídeos e outros materiais de outras páginas, bem como textos de minha autoria. Também utilizo o Instagram para imagens, as quais são compartilhadas no Facebook. Enfim, o “Face” é o principal meio de comunicação entre você, leitor, e eu, escritor.

E por mais que isto possa parecer uma grande hipocrisia de minha parte, encarecidamente lhe peço, recomendo até: tire os olhos do Facebook!

Explico. O Facebook, assim como qualquer outra rede social, foi desenhado para mantê-lo online. Passeando pelo seu timeline, post atrás de post, em uma infindável maratona de qualquer lugar a lugar nenhum. Porque, quanto mais pessoas usarem a ferramenta, e por mais tempo, mais a rede social irá lucrar com anúncios patrocinados. É o mesmo conceito da TV e do rádio: quanto mais IBOPE, ou seja, quanto mais audiência, mais caro o espaço para o anunciante.

“Ah, mas nunca comprei nada online!” – isso realmente não importa. Você assiste ao Jornal Nacional ou a novela das nove, por exemplo, e empresas anunciam naquele horário. E por serem programas populares, com elevados índices de audiência, empresas pagam mais caro para anunciar naqueles intervalos comerciais. O mesmo vale para o Facebook, ou para o Instagram, ou para qualquer outra rede social. Você está online, horas a fio, em busca de “likes” e “comments”. De olho nas últimas notícias, e quanto mais polêmicas, melhor. E se são verdadeiras ou boatos, isso realmente não importa. E quanto mais tempo você fica, mais tempo quer ficar. E quanto mais audiência, melhor. Você paga a manutenção da rede social com o tempo que você fica online. Em outras palavras, “quando você não paga por algo, então você é o produto”.

“A privacidade for assassinada, e quem a matou foram as mídias sociais.”
– Pete Cashmore

Mas você pode até contra-argumentar, dizendo que não está comprando nada mesmo, e não paga pelo uso da ferramenta, então que mal tem? Tem que você está perdendo um bem precioso e que não volta mais: seu tempo!

Por isso lhe digo: tira a bunda da cadeira e os olhos do Facebook! Não precisa passar por um “detox” tecnológico. Não precisa radicalizar e encerrar suas contas no Facebook, Instagram, Pinterest, Twitter, Snapchat e afins. Mas se quiser, tudo bem também!

O importante é ter consciência do tempo que você dedica às redes sociais e saber que aquele tempo poderia ser utilizado para algo mais útil. Se você tem controle sobre o tempo que passa no Facebook, tudo bem. Se você tem consciência de que aquele tempo não volta mais, e que foi sua escolha passar aquele tempo vendo os posts na sua timeline, tudo bem também. Mas se você vive reclamando que não tem tempo pra nada, e não sabe por que não consegue fazer as coisas que precisa fazer, talvez valha à pena prestar um pouquinho mais de atenção no tempo que você gasta por ali, hipnotizado pela sua rede social favorita.

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