A importância de um mentor em nossas vidas

“Um bom mestre tem sempre esta preocupação: ensinar o aluno a desenvencilhar-se sozinho.” – André Gide

Jimi Hendrix. Um dos mais criativos guitarristas que o mundo já conheceu. Desenvolveu técnicas de microfonia e uma sonoridade suja que serviu de base para muitas vertentes do rock, incluindo estilos tão diferentes quanto o psicodelismo do Pink Floyd e o grunge do Nirvana. Aprendeu a tocar sozinho.

Albert Einstein. De criança problemática, enfrentando sérias dificuldades de aprendizado, tornou-se um dos cientistas mais influentes de nosso tempo, e seus estudos formaram a base da Física moderna.

Marie Curie. Embora tenha tido formação básica, sua contribuição para a ciência, em especial nos estudos sobre radioatividade, extrapolou os padrões da época, rendendo-lhe dois prêmios Nobel, em Física e Química.

Frida Kahlo. Influente pintora mexicana, teve seus estudos em Medicina interrompidos por um grave acidente de trânsito, que a deixou entre a vida e a morte. Durante seu longo processo de recuperação, começou a pintar. Desenvolveu estilo inicialmente classificado como ingênuo, cuja simplicidade buscava reafirmar a identidade cultural mexicana. Ao ter sua obra classificada como surrealista, rebateu: “Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”

Estes são alguns exemplos de autodidatas que influenciaram o mundo moderno. Mas será que precisamos nascer com um dom, termos algo especial em nosso DNA, para que nossas potencialidades possam vir à tona? Será que Hendrix, Einstein, Marie e Frida aprenderam mesmo tudo por conta própria, e nunca se basearam no conhecimento prévio, no trabalho de alguém que explorou diferentes possibilidades antes deles?

Ainda que autodidatas, aquilo que desenvolveram não pode simplesmente ter vindo assim “do nada”. Não há algo assim como um momento mágico de inspiração, que surge num estalar de dedos e transforma o nada em algo imprescindível. Como disse Lavoisier, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

“Lastimável discípulo, que não ultrapassa o mestre.” – Leonardo da Vinci

E é aí que entra o papel de um mentor em nossas vidas. Todos temos um. Ou alguns. E não seríamos quem hoje somos sem eles. Porque ninguém é uma ilha…

Um mentor é aquela pessoa que consegue tirar-nos da inércia, da nossa zona de conforto, em busca de respostas às dúvidas que talvez nem soubéssemos que tínhamos. Mentor é quem nos faz buscar nosso desenvolvimento pessoal, o aprimoramento técnico, aquele passo além. Um bom mentor é aquele que você permite que lhe instigue, lhe provoque, lhe faça buscar sempre mais.

“Qualquer pessoa capaz de te irritar se torna teu mestre; ela consegue te irritar somente quando você se permite ser perturbado por ela.” – Epicteto

Quem foram – e quem são – seus mentores? Um professor que lhe ensinou mais que a matéria que você tinha que decorar para a prova? Um pai, mãe, tio, primo, irmão? Um amigo? Um chefe ou colega de trabalho? Um padre, pastor, médium ou líder espiritual?

Reconheça-os e seja grato pelas suas contribuições à construção da pessoa que você se tornou. É sempre bom reconhecer quando alguém contribui para sua evolução. Isso ajuda a mantê-lo com os pés no chão. Isso ajuda a controlar a tendência que temos à arrogância. Isso ajuda a lembrar-nos que não somos seres superiores, dotados de algo extraordinário, abençoados por Deus pelo dom que nos foi dado ao nascer. Não, definitivamente não.

Porque somos todos como diamantes brutos, que precisam ser lapidados por mãos experientes, para que possam então brilhar e encantar. Ainda que tenhamos sido abençoados por um dom, essa bênção estava lá, escondida, e precisou de alguém, aqui na Terra, para ajudar-nos a trazê-lo à tona.

Está claro pra você, agora, a importância de um mentor na sua vida? Então agora vai e manda aquele “muito obrigado” a todos que o merecem. Não tenha vergonha de fazê-lo. Não se sinta diminuído por isso. Na verdade, esse é um poderoso exercício de maturidade. E saiba você que, talvez, essa seja a primeira vez que alguém o faz por eles, e eles nunca irão se esquecer desse pequeno gesto de sua parte. Seja grato, pois, e reconheça aqueles que lhe fazem o bem!

Andre L Braga tem formação em Coaching & Mentoring pelo Instituto Holos, embora não exerça profissionalmente tal função. Atua em finanças em uma multinacional de bebidas não-alcoólicas. Aprendeu que agradecer a seus mentores é algo que se faz no dia-a-dia, e não se sente intimidado ao dizer “muito obrigado” a cada um que contribui para seu desenvolvimento pessoal.

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