Jantar Secreto | Raphael Montes

Companhia das Letras | 2016 | 360 páginas

Certa vez, num banheiro público, havia um poema:

qualquer coisa
pode ser poesia se
você der

enter de vez em
quando.”

Um médico-residente; um administrador de empresas que, por falta de opção, trabalha em uma livraria; um cozinheiro com formação na França que, por falta de opção, trabalha como assistente de cozinha; e um nerd que abandonou a faculdade no segundo ano e passa os dias na frente do computador.

Quatro amigos de uma cidadezinha do interior do Paraná se mudam para o Rio de Janeiro, em busca de diplomas e carreiras de sucesso. Mas a realidade vem e bate pesado, transformando a euforia inicial em um pesadelo de dívidas e falta de perspectiva.

Em meio às adversidades, uma ideia que soava, a princípio, como simples brincadeira de mal gosto, acaba se transformando em um negócio promissor. Mas o sucesso tem seu preço; estariam os quatro amigos de longa data preparados para pagar por isso?

Este foi o primeiro livro lido em 2020. Foi uma leitura daquelas que realmente prende a gente. Comecei na tarde do dia primeiro e terminei na noite do dia 2 de janeiro. Impossível parar de ler!

A citação do “The Guardian” na capa não deve ser subestimada:

“Raphael Montes é capaz de aliar a atmosfera de suspense de um filme de Alfred Hitchcock ao humor negro de Quentin Tarantino.”

A história realmente evolui em um misto muito bem equilibrado de Hitchcock e Tarantino – pelo menos até a metade do penúltimo capítulo.

Se tenho pontos negativos a destacar? Infelizmente, sim. A segunda metade do penúltimo capítulo quebrou o equilíbrio Hitchcock / Tarantino. Me fez lembrar “Um Drink No Inferno”

Não que haja vampiros no livro do Raphael, mas… Só lendo o livro para entender este meu comentário!

Outro ponto negativo foi o desfecho da trama. Não veio como surpresa para mim, não teve plot twist. Sabia como acabaria por volta da metade do livro. Não que esse fato tenha estragado a história, mas foi previsível para mim. Como li dia desses, “gosto de ser enganado pelos autores” – o que não aconteceu em Jantar Secreto.

Minha avaliação: um ótimo livro, leitura super recomendada, uma história super bem construída. Os pontos negativos que mencionei são minha preferência pessoal, e tenho certeza que, para outros leitores, esses tenham sido o apogeu da história.

Certa vez, num banheiro público, havia um poema:

“Nessa vida
Poucas são as verdades
Às vezes é melhor dar o ** que a intimidade.”

Com esta linda poesia – o livro está repleto de citações como essa! – encerro meu post de hoje. Porque meus comentários são minha opinião, longe de ser a única verdade.

Bom… O resto da poesia foi só para não cortar a citação pela metade!

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