Resenha: Queimando na água, afogando-se na chama

Queimando na água, afogando-se na chama
Charles Bukowski
Editora L&MP

Supervalorizado. Posso começar meu post dessa forma? Ou seria melhor…

Super
……… Valor
……………… Izado?

No livro Jantar Secreto, do Raphael Montes (cujo livro O Vilarejo também sofre os efeitos da supervalorização), tem um trecho que explica o problema com este livro de poesias Bukowskianas:

“certa vez, num banheiro público, havia um poema:
qualquer coisa
pode ser poesia se
você der

enter de vez em
quando.”

Bukowski foi copiado demais. Muita gente faz poesia como se fosse o novo Velho Safado. Bebedeiras, jogos, putas, uma vida em meio aos becos, uma incerteza sobre estar vivo ou morto… Esses temas elevaram o autor a patamares inacreditáveis, daí o mundo parece ter se prendido nessa fórmula, e a coisa toda ficou um caldeirão de mais do mesmo…

O livro é uma coletânea de quatro trabalhos do autor, de 1955 a 1968 e de 1972 a 1973. Essa última fase é a mais interessante, ainda que Mama seja de seus trabalhos de 1963 a 1965. Mas são algumas pérolas em meio ao mais do mesmo…

Você que leu e gostou de Bukowski, por favor, me diga: tem algum título que deva ler, para tirar a impressão que este aqui me trouxe?

Se recomendo? Sinceramente, não.

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