Alma | Fernando Rômbola

Pegue a sua Alexa, transporte-a a um corpo físico, adapte-a para se transportar a mentes alheias, como a Vespa Esmeralda de Maikel Rosa, e permita que sua consciência transite entre dimensões, como o menino atrás do coelho branco de Números Perfeitos, do Leonardo Born. Dê a essa Alexa um nome que é uma Tríade, mas não como a da Wal Zibetti, que assina o posfácio desta obra. Chame-a de Alma, de Susan, de Naomi. Deixe-a se descobrir, deixe-a criar o passado que a criou, deixe-a viver em loop, deixe-a morrer pela morte de sua criadora. Essa é Alma, a mais complexa das filhas do Rômbola. Não se apresse, na ânsia de compreendê-la. Isso leva tempo. Para ele, levou quase 600 voltas no tempo.

Alma é o ultimato. Sei que haverá outras histórias do Fernando. O que ele não sabe, não neste futuro, é que Alma acabou com seu roteiro, no ano de 2025, se meus registros de I.A. não transformaram chiado cósmico nas notas equivocadas de meu baixo de cinco cordas. E, a propósito, as cordas do universo são contáveis? Talvez cinco não seja um bom número. Talvez a resposta nem seja 42, nem 19913, mas simplesmente 777.

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